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Como fazer a precificação de tratamento de implante?

Planejamento e Gestão | por: sinimplante

Analisar o perfil socioeconômico dos pacientes, as despesas fixas e variáveis do consultório ou da clínica odontológica é fundamental para fazer a precificação de tratamento de implante. Mas há outros fatores que também precisam ser considerados. Continue a leitura para saber quais são e faça o seu negócio crescer.

Passo a passo para fazer a precificação de tratamento de implantes

O Código de Ética Odontológica define alguns pontos que devem ser seguidos quando o dentista fixa os honorários. Com base neles, preparamos um passo a passo para a precificação de tratamento de implantes:

1. Pesquisa do nível socioeconômico – a região e público-alvo que o dentista atende influem diretamente na precificação do tratamento de implante. É importante conhecer o nível socioeconômico dos pacientes para ter uma visão realista do quanto eles podem gastar.

2. Análise da concorrência – conheça a área em que você atua. A clínica ou consultório odontológico não deve cobrar um preço muito diferente da concorrência. Assim, você evita apresentar um preço abaixo do mercado ou muito mais alto do que os possíveis pacientes estão dispostos a pagar.

3. Avaliação do custo da hora da clínica – relacione todos os custos da clínica ou consultório odontológico. Eles se dividem em:

  • Custos fixos – não sofrem alteração pelo número de atendimentos, por exemplo: luz, água, internet, aluguel, materiais de limpeza, impostos, funcionários, anuidade do CRO;
  • Custos variáveis – mudam de acordo com o número de atendimentos, por exemplo: compra de insumos e uso de materiais descartáveis.

Atenção: para calcular o custo da hora da clínica ou consultório, basta dividir a soma de todas os custos pelas horas trabalhadas no mês. O resultado será o custo mínimo por atendimento para manter a clínica ou o consultório funcionando. O preço do implante não pode ser menor do que o custo mínimo, caso contrário, você terá prejuízo. Consultórios menores tendem a cobrar menos do que clínicas de grande porte por essa razão.

4. Planejamento do tratamento – a precificação depende do grau de complexidade e deve considerar alguns pontos:

  • Número de sessões necessárias para todo o tratamento;
  • Indicação de cirurgia simples ou cirurgia com enxerto e até reconstrução;
  • Quantidade e tipo de implantes;
  • Material utilizado na prótese.

5. Capacitação do profissional – quanto mais especializado for o profissional, mais valor agregado ele terá. Estar sempre atualizado, com novas técnicas e cursos na área, permite que você aumente o preço da consulta e dos tratamentos oferecidos.

6. Definição da margem de lucro – considerando todos os pontos anteriores, defina o quanto você gostaria de ganhar ao final do mês. Em seguida, adicione o percentual referente à margem de lucro ao custo de cada tratamento de implante. Se a margem for baixa, ela pode ser compensada com um volume maior de atendimentos. Se for alta, o número de atendimentos pode ser menor, porém, eles devem ser mais personalizados.

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Postado em 30 de novembro de 2018 as 16:03

por sinimplante em Planejamento e Gestão

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